Desde 20 de Setembro de 1912, o MAIOR DE ALAGOAS!

Enviada em 19/9/2004 às 10:07 h

 Ângelo Miranda Neto

92 anos

1912-2004

O CRB completa 92 anos de glórias nesta segunda-feira, iniciando uma semana decisiva na vida do clube, o qual dependerá e muito de sua gigantesca torcida no sábado, 16h, contra o América de Natal no Rei Pelé. A vitória é fundamental para manter viva essa história de muitas alegrias.

História
O CLUBE DE REGATAS BRASIL é um dos clubes que leva mais torcedores para os estádios. No ano de 19911, fundou-se em Maceió, o Clube Alagoano de Regatas. Uma Agremiação cheia das melhores intenções, mas totalmente vazia de meios para cumprir o seu destino. A jóia era de mil reis e a mensalidade de quinhentos réis. Sua sede ficava situada na rua do comércio, 138. Apesar de se chamar Clube Alagoano de Regatas, não havia yoles, nem baleeiras, nem remadores. Possuía um punhado de bravos rapazes que desejavam criar um clube esportivo em Alagoas. Entretanto, o novo clube não podia ir a frente, face a pequena receita com jóias e mensalidades. Entre os seus fundadores estavam os jovens Lafaiette Pacheco, Antônio Bessa, Celso Coelho e Alexandre Nobre.

Lafaiette Pacheco, procurou junto aos companheiros um aumento das mensalidades, mas a idéia não foi aceita pela maioria. Desse mau entendido nasceu o Clube de Regatas Brasil. E foi Lafaiette Pacheco quem procurou Antônio Vianna e explicou sua idéia de criar um clube de regatas na Pajuçara. Aceita a idéia, foram convidados outros sete rapazes para fundar um novo clube em Alagoas. Na rua Jasmim, na Pajuçara, no dia 20 de Setembro de 1912, foi fundado o CLUBE DE REGATAS BRASIL. Além de Lafaiette e Antônio Vianna, assinaram a ata de funda,ao João Luiz Albuquerque, Waldomiro, Pedro Cláudio Duarte, Tenente Julião, Agostino Monteiro, Francisco Azevedo Bahia e João Vianna de Souza. Os primeiros passos do clube foram dados na regata. Assim, através de Lafaiette Pacheco o CRB comprou, em Santos, sua primeira yole.és de Lafaiette Pacheco o CRB comprou, em Santos, sua primeira yole.

Era um barco moderno, um oito metros com patrão.O dinheiro foi revertido através do Banco de Pernambuco e a yole chegou no navio Itapetinga. A primeira garagem foi no quintal da casa de Antônio Vianna, um dos fundadores. A chegada da yole foi uma festa. Os treinos começaram e como só existiam oito remadores, Lafaiette Pacheco solicitou ao Tenente Julião um marinheiro para completar a tripulação da yole. Os treinamentos foram realizados no trajeto marítimo da Ponta verde para a Pajuçara. A compra do oito com patrão sensibilizou os desportistas maceioenses e logo conseguiram novos associados como Domingos Souza, Francisco Quintela, Pedro Lima, Homero Viegas, Eduardo Silveira e mais alguns, que aos poucos foram formando a grandeza do clube. Os dirigentes do Clube de Regatas Brasil tinham mais um problema: conseguir um local para a construção da garagem.

O terreno foi logo encontrado. O mesmo onde hoje se situa a sede social do clube. O dono do terreno era Domingos Melo, que a princípio se negava a cedê-lo ao clube. Várias tentativas para tentar convencer Domingos Melo foram feitas sem nenhum resultado prático. Até que Lafaiette Pacheco,com sua habilidade, conseguiu convencer o proprietário do terreno, assinando um contrato no qual o Clube de Regatas Brasil seria obrigado a liberar o terreno caso Domingos Melo assim deseja-se vendê-lo. O terreno era aberto e foi necessário que novamente os fundadores do clube conseguissem dinheiro para comprar tábuas, cujo gasto foi de 3 mil réis. Assim, o terreno estava fechado e guardava a yole oito remos com patrão, que mais tarde se juntaria a outros barcos.

O Futebol e o Estádio da Pajuçara surgiram na história do Clube de Regatas Brasil de maneira interessante. Quando os irmãos Godim mais Lauro Bahia, José leite Abelardo Duarte e outros ingressaram no clube da pajuçara., começou a aparecer o futebol. E tudo iniciou com os "rachas" no meio das ruas da Pajuçara. Como muitas vidra,as foram quebradas, a turma sentiu a necessidade de se encontrar um local onde o Clube de Regatas Brasil pudesse jogar futebol, um esporte que começava a mexer com os rapazes alvirrubros. O local escolhido ;e o mesmo onde hoje se encontra o Estádio Severiano Gomes Filho, o Estádio da Pajuçara. O terreno pertencia a Dona Maria Torres, que arrendou o terreno para o clube por 300 mil réis. Somente em 21 de fevereiro de 1921 é que foi lavrada a escritura do terreno.

Entusiasmados com o futebol, os dirigentes junto aos seus atletas e familiares trabalhavam na preparação do campo de futebol. Isso aconteceu em 1916. Um ano depois, na gestão de Pedro Lima, começaram as obras para a construção de um Estádio verdadeiro. Em 09 de setembro de 1921, foi inaugurado o primeiro lance de arquibancadas num jogo festivo contra o Centro Sportivo de Peres de Recife. As grandes arquibancadas de cimento armado somente iniciaram sua construção em 1954. Na época, havia chegado da Inglaterra, Haroldo Zagalo, pai do famoso Mario Zagalo ex-jogador e técnico da seleção brasileira. Ele era considerado um "cobra" e, entusiasmado com o trabalho dos rapazes do CRB, começou a passar seu conhecimentos aos alvirrubros, assim também como o habilidoso alemão Peter.

O esporte amador do CRB, é um dos mais ricos no Brasil em termos de conquistas. Poucos clubes do País se igualam ao Galo da Praia. Neste aspecto destaca-se o voleibol. Os regatianos atravessam décadas superando todos os seus adversário som sobras. Anos após anos o CRB chega sempre a frente, não apenas no cenário Alagoano, mas também nas competições nacionais. Grandes equipes foram formadas. Grandes atletas participaram das mais diversas jornadas vitoriosas. Entretanto merece um capítulo especial o desportista Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca.

Amaldiçoado por alguns, idolatrado pela maioria, Toroca é símbolo de amor pelo clube da pajuçara. Foi atleta, técnico de voleibol e presidente por duas vezes. Hoje ocupa a vice-presidência de esportes olímpicos. Foi comandando o voleibol alvirrubro que fez do CRB um nome conhecido internacionalmente. Toroca se tornou um dos mais prestigiados desportistas do Brasil chegando a ser vice-presidente da Confederação Brasileira de Voleibol e por várias vezes recusou a sua indicação à presidência da CBV para se dedicar ao CRB.

Para termos uma idéia da grandeza do voleibol regatiano seria bastante enumerarmos a longa lista de atletas do galo que chegaram a Seleção Brasileira: Constância, Vitória, Gláucia, Fátima Pinto, Marilda, Ana Paula Lessa, Siri entre outros. O CRB integrante da elite do voleibol brasileiro. É recordista mundial de títulos consecutivos. É por isso tudo que o CRB aparece como a maior entidade desportiva de Alagoas e uma das Maiores do Brasil.

Pesquisa: José Cabral da Rocha Barros (Presidente)
Texto: Lauthenay Perdigão




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