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Olha, pessoal, arrisco dizer: este é um novo clube. Sério, digo isto ao mesmo tempo do fundo do coração, mas também à luz da razão. Falo com orgulho, um orgulho que há muito tempo não sentia, não com tanta intensidade, de ser torcedor do Galo. Ali-ás, do único Galo de Campina do Brasil.
O que eu quero, na verdade, em primeiro lugar, é entusiasticamente exaltar o mo-mento que vive o nosso amado CRB, e o que se prenuncia para o seu futuro. Estou muito otimista. E muito confiante nessa Diretoria. A gente percebe, com uma clareza indiscutível, o empenho com que vem cuidando do Galo, traçando-lhe um caminho fundado no trabalho, na racionalidade, na dedicação, na criatividade, no amor (só pode ser no amor!) ao nosso clube. E é fácil perceber que tudo de bom que tem ocor-rido não é mérito de uma só pessoa, mas de toda uma equipe. Recentemente conheci o Lécio, Vice-Financeiro do Regatas. Fiquei muito bem impressionado com o que dele ouvi, a despeito das dificuldades que se vem enfrentando nesta entressafra. O lança-mento do Novo Craque-Torcedor — versão Campeonato Alagoano/2008 — aumentou em mim essa boa impressão, que, por sinal, demonstra haver um entendimento har-mônico entre aquela Vice-Presidência e a que cuida do marketing do clube. Não falta-riam progressos por mim percebidos para desfilar, aqui.
Mas, pergunto, e nesse fenômeno que se vem observando, qual o nosso papel? Qual a missão do apaixonado torcedor do Galo? E aí me incluo decidida e apaixonadamente (mas sem perder de vista a razão), porque não sou mais do que isto, com muito orgu-lho: torcedor do Clube de Regatas Brasil. Olha, somos, por exemplo, torcedores de um dos poucos clubes do Brasil que passaram todo o ano passado com os salários de seus funcionários e jogadores praticamente em dia. Isto não é pouco, não. Basta que se pense em quanto esse clube já foi prejudicado por certas administrações passadas, que deixaram dívidas imensas, mal contraídas, não defendidas, e inclusive por vezes criadas por jogadores empresariados, ou negócios (mal)administrados, pelos próprios dirigentes, como se ouve dizer a torto e a direito.
O Galo teve criatividade e competência para a realização de parcerias, aquisição de patrocínios — inclusive do Município de Maceió —, reforma da concentração, constru-ção de departamento de fisioterapia, lançamento de revista, relançamento do novo sítio oficial do Galo de Campina na internet, gramado que é um tapete, valorização de sua base, com a notória formação de novos jogadores feitos na Pajuçara, ingresso na Time-Mania, e por aí vai. Isto é o que vi e, felizmente, continuo vendo. Mas nada disto seria possível, caro irmão-torcedor, sem a nossa participação, prestigiando o CRB em todos os seus jogos. O fato é que o Galo ainda depende muito de nós. Vive-mos um momento único, em muito tempo não vivido. E por outro lado, vemos, perto ou longe de nós, outros times passando por situação que eu não ousaria desejar para torcedor de clube algum. Então, temos é que olhar pra frente, e arranjar forças e re-cursos possíveis para continuar dando a nossa parcela de ajuda ao clube que amamos, de modo a um dia vê-lo colhendo os frutos de uma administração cada vez mais mo-derna e profissional.
E nesse sentido, o nosso desafio, hoje, é o CRAQUE-TORCEDOR! A nossa contribuição mensal, paga religiosamente em dia, poderá dar ao Galo a tranqüilidade necessária a manter o que de bom já foi feito e a vencer novos desafios. Até o momento não vi motivos que abalassem a minha confiança nessa administração. Por isto confio. E con-fiando, reconheço e exalto o que de bom vejo. E conclamo: temos que ser um clube lotado, cheio mesmo, de craques! De CRAQUES-TORCEDORES! Vamos lá, argonautas! Vamos demonstrar que somos, mesmo, e sempre seremos, a torcida tantas vezes exal-tada pelos que aqui vêm! Nesse time não cabe pernas-de-pau. Só craques! O Galo pre-cisa da gente!
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